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Baby Driver - Em Ritmo de Fuga
Final de Semana acabando e fui conferir Baby Driver no cinema, por que domingo também é dia de cinema. Confesso que fiz um pré-julgamento ao ler o título que drasticamente foi traduzido como Em Ritmo de Fuga e pela sinopse, que remete muito Velozes e Furiosos. E é aquela coisa o motorista como protagonista que já vimos em vários filmes, decidi assistir mesmo pelo Ansel Elgort, mas calma que fui surpreendido e o filme consegue ir muito mais além.
Baby é um jovem que tem grandes habilidades automobilísticas que trabalha para o chefe do crime Doc, a qual ele tem uma dívida como piloto de fugas, auxiliando a galera que faz o assalto a fugir. Na adolescência, ele começou a se aventurar usando sua inteligência para roubar carros. Só que isso o dono de um dos carros roubados passou a lhe chantagear. Ele é fantástico no que faz, com fugas maravilhosas que ninguém consegue para-lo.
Quando criança o protagonista sofreu um acidente que causou a morte de seus pais e ele ficou com um problema de audição a qual para se concentrar, esculta uma playlist em seu iPod que fazem a trilha de suas corridas e também de sua vida. Sempre com óculos escuros é um personagem muito misterioso e sempre esta com fones de ouvidos e as pessoas querem saber o por que disto. Este fato se introduz perfeitamente no filme.
Tudo o que Baby mais quer é quitar sua dívida com Doc e, assim, poderia continuar cuidando de seu pai adotivo, Joseph (CJ Jones), e construir uma vida com sua paixão Deborah (Lily James). Algo interessante: o idoso negro cadeirante e SURDO conversa com Baby através da língua de sinais. Quando ele finalmente pensa que pagou sua dívida e poderá deixar a vida do crime, ele é coagido a participar de um assalto com uma equipe cotada ao fracasso.
As vezes a música se mescla com a trilha sonora e isto é genial. A sincronia da música com a ação do filme é maravilhosa. Tudo se encaixa as batidas musicais. Além do rítmo, a letra da música também casa direitinho com as cenas. Tem música do início ao fim, parece mesmo um videoclipe com clássicos dos anos 60, 70. E a pitada de humor que foi certeira.
O Ansel Elgort manda muito bem neste filme, e mesmo sendo um criminoso ele faz com que o telespectador compre o seu personagem. Como falei a princípio fiz um pré-julgamento e só fui ver por conta dele. O Baby é muito bom no que ele faz e poderia ser muito arrogante, mas o Ansel lança uma doçura no personagem. A Lily James se já foi linda em Cinderela, está muito mais no filme e a história do casal, junto com a música se torna um show a parte.
O primeiro ato é impecável e muito bem montado. Senti que alguns personagens não foram tão bem construídos o que prejudica o andamento do filme, mas o seu final volta a ser tão impactante quando o começo. Todos os personagens conseguem criar muita empatia, independente de serem os mocinhos ou os vilões. O Doc (Kevin Spacey), Bats (Jamie Foxx) e Buddy (Jon Hamm), além de uma passagem rápida de Jon Bernthal e do baixista Flea; todos em ótimas atuações.
Edgar Wright fez um trabalho maravilhoso, na direção, roteiro, edição e trilha sonora e já foi confirmado que o longa terá uma continuação. O diretor transforma som em narrativa, ação e movimentos de câmera, isto é a busca de um filme cult recheado de boas canções de rock, blues e soul. A música é o grande triunfo deste filme: uma experiência surpreendente, bem-humorada e com um elenco em sintonia. Amei a pegada vintage ! Mesmo com algumas cenas previsíveis, estruturas simples de mocinhos, bandidos e romance, há uma evolução durante o filme.
Realmente é cinco estrelas!
Confere o trailer e corre para o cinema:
1 comentários
Filmaço! Ótima crítica Flavio!
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